7.02.2009

Do nojo que esta gente sente pela honestidade

Este - e outros posts regorgitados hoje - revelam o que de mais reaccionário há no mundo pequeno e influído da portugalidade. Gente de bem a quem se lhes acabou o leite e resolvem culpar os cornos em vez de culpar as tetas.

Em Portugal, até os conservadores são conservadores.

6.27.2009

Notas musicais - um título previsível

1- Descobri que sou a única pessoa que não gosta de Michael Jackson.

2- Não sei porquê, mas se reproduzir mentalmente a música depois de a ouvir, eu consigo ouvir "Deborah" quando ele canta "Angela".



3- Ainda sobre o ponto 2, e à laia de introdução de um paradoxo que, pela negativa, soluciona o dito problema, veja-se como este, ao contrário, está gordo e desafinado (a sério, não é retro, é embaraçante):

6.23.2009

Out of time

6.16.2009

Dos limites da fé - ou dos limites dos logotipos - ou dos significados num mundo liberal, liberalizado e barulhento


Da fé

6.15.2009

Economics for dummies

Esta é uma crise de falta de liquidez. E no entanto há quem ache que, num tempo em que se vive a referida crise, não faça sentido uma empresa (que paga salários, investe, etc) gastar 95 milhões de euros em matéria-prima, que adquire a outra empresa (que paga salários, investe, etc). Poderá não fazer sentido, mas apenas porque vai ao contrário de tudo o resto.

6.07.2009

You´re gonna reap just what you sow



Hoje a democracia deu-me um pequeno presente. Abriu-me as portas não do futuro, mas do passado, o que, digamos, não é propriamente um paradoxo de zeno, mas para isto vai dando. Estava indeciso se havia de votar ou não - menos importante, estava também indeciso em quem votar -, acima de tudo porque não sabia do cartão de eleitor. Claro que a consciência falou mais alto (é a voz do meu pai, acho), e descobri que o meu local de voto era a minha escola secundária, onde não punha os pés há 11 anos, embora diariamente passe à porta de carro.

Fingi que sabia perfeitamente o que estava a fazer - é o segredo melhor guardado para ser trafulha - e desci as escadinhas que vão dar ao enorme pátio onde estão os campos de futebol e o recreio em geral. Cada pedaço tem uma história, e não tenho a certeza que todas juntas dêem o suficiente para contar aos netos que não pretendo ter. Toda a minha infância parece não chegar para cumprir os não-objectivos que fixei em adulto. Vai-se vivendo.

A história das escadas da foto acima afixada é a de um colega muito saloio, que hoje deve ser caixa num supermercado ou funcionário numa consultora ou banco de investimento com ordenado melhor que o meu, e que, após ser surpreendido nas ditas escadas com a vacalhona da escola (a escola era mais ou menos queque, por isso a vacalhona da escola não tinha grande saída, mas era o que havia de vacalhona), tendo caso arranjado e conhecido com uma saloia qualquer que era vizinha dele, me deu o seguinte conselho sábio: há que semear em vários sítios para depois poder colher alguma coisa. Não lhe dei ouvidos. Viva a democracia, que é um canteiro cheio de sementes. Viva eu, que continuo na mesma tantos anos depois.
(a escola está cheia de graffittis. a minha sala de aula, onde me diziam que tinha muito jeito para escrever, antecâmara para acabar por ir para Economia porque queria ter dinheiro e tal, agora chama-se Laboratório de Matemática. Laboratório de Matemática. mas o que é um Laboratório de Matemática? não pode ser um laboratório de tubos de ensaio e bicos de bunsen. por isso devem fazer experiências com alunos)

6.04.2009

Tanto tempo para espaços tão curtos. Espaços que se percorrem na cabeça, que o corpo é rápido e a função da mente é atrasar o corpo. Chegarei lá, mas antes já terei sabido que não chegarei ao fim. A cabeça já lá está, e os olhos, crispados de sede, saciam-se com os desperdícios da mente. A mente vê o fim, mas os olhos apenas vêem que não há saída. A mente vê que há apenas um caminho neste corredor estreito, e os olhos vêem apenas uma direcção. A mente por fim é fim e os olhos, por princípio, são para ver.

Paredes de Coura 2009


Ou o meu regresso à origem.

5.27.2009

Paradoxo


ou um post machista escrito por um não macho.
legenda: simone de beauvoir. o sangue dos outros.

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